Departamento

O ensino e a divulgação das línguas e culturas orientais na Universidade do Minho remontam a 1991, ano em que foi criado o então Centro de Línguas e Culturas Orientais (CLCO) na antiga estrutura do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) (presentemente, Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas – ELACH). Em 1997, estas valências evoluíram para o atual Departamento de Estudos Asiáticos (DEA), que, desde então, desenvolve atividades de ensino, investigação e cooperação académica nas áreas da Sinologia (Estudos Chineses) e da Japanologia (Estudos Japoneses), assumindo um papel central na promoção destas áreas na região do Minho.

Em 2004, foi criada a Licenciatura em Estudos Orientais, posteriormente reorganizada como Licenciatura em Línguas e Culturas Orientais (LCO) e, mais tarde, como Licenciatura em Estudos Orientais: Estudos Chineses e Japoneses (LEO-ECJ). A divisão mais recente deste curso em dois ramos, Ramo de Estudos Chineses e Ramo de Estudos Japoneses, veio fortalecer a especialização formativa dos estudantes e tornar o percurso académico mais focado desde o início da licenciatura. No âmbito deste ciclo de estudos, os estudantes dispõem ainda da possibilidade de realizar intercâmbio académico no Japão, fortalecendo a componente internacional do seu percurso.

No ano letivo de 2008/2009, foi criado o Mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês: Tradução, Formação e Comunicação Empresarial, atualmente designado simplesmente Mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês (MEIPC). Este mestrado inclui a possibilidade de os estudantes realizarem um período de estudos na China, permitindo uma imersão cultural e linguística essencial ao desenvolvimento de competências em contexto intercultural.

O Departamento beneficia igualmente da Biblioteca Fernão Mendes Pinto (BFMP), situada no segundo piso da Biblioteca Geral da Universidade do Minho. Especializada em línguas, culturas e sociedades da Ásia Oriental, a BFMP reúne um acervo superior a três mil títulos distribuídos por monografias, dicionários, materiais audiovisuais e recursos digitais. O fundo foi significativamente reforçado por doações do Hanban, Instituto Confúcio da Universidade do Minho, Japan Foundation, Embaixador João de Deus Ramos e dos Professores Timothy Wright e Beverly Hooper. Para além da sua função enquanto espaço de estudo e investigação, a BFMP acolhe regularmente atividades formativas e culturais, incluindo sessões de caligrafia chinesa, oficinas de literatura, encontros de leitura, exibições temáticas, pequenas demonstrações de artes tradicionais, assim como iniciativas ligadas às culturas chinesa e japonesa, tal como apresentações introdutórias à cerimónia do chá ou oficinas de dobragens de papel e escrita.

O corpo docente do DEA é constituído por uma equipa jovem, internacionalizada e cientificamente ativa. Muitos dos seus membros integram associações académicas de referência, como a Associação Europeia de Ensino do Chinês (European Association of Chinese Teaching – EACT) e a Associação Europeia de Estudos Chineses (European Association for Chinese Studies – EACS). Paralelamente, o Departamento mantém uma forte ligação institucional ao Japão através da Japan Foundation e da Sakura Network. Esta última constitui uma rede internacional de instituições de ensino superior apoiadas pela Japan Foundation, da qual a Universidade do Minho é a primeira universidade portuguesa a fazer parte, dedicada à promoção do ensino de japonês e ao reforço da cooperação académica global na área dos Estudos Japoneses. Esta dinâmica contribui para um calendário regular de atividades científicas e culturais, entre conferências, colóquios, Jornadas de Estudos Asiáticos e a Semana Cultural Japonesa, consolidando o papel do Departamento enquanto espaço de promoção de diálogo e aprofundamento intercultural